Islão e Alcorão
Al Maidah 5/1

Al Maidah 5/1

Al Maidah 5/1

Ó vós que credes e confiais! Cumpri os vossos compromissos[¹]. Tornaram-se lícitos para vós[²] os animais de gênero an’am[³], exceto os cujos status serão anunciados[⁴]. Não considereis lícita a caça, enquanto estais em ihram[⁵]. Deus decide o que Ele quer.

يَٓا اَيُّهَا الَّذ۪ينَ اٰمَنُٓوا اَوْفُوا بِالْعُقُودِۜ اُحِلَّتْ لَكُمْ بَه۪يمَةُ الْاَنْعَامِ اِلَّا مَا يُتْلٰى عَلَيْكُمْ غَيْرَ مُحِلِّي الصَّيْدِ وَاَنْتُمْ حُرُمٌۜ اِنَّ اللّٰهَ يَحْكُمُ مَا يُر۪يدُ

Al Maidah 5/1
[¹] Os muçulmanos têm que cumprir os compromissos que fizeram com as pessoas em assuntos que não são ilícitos.

[²] A exclusão de animais de caça de “bahimat’ul-an’am / animais domésticos do gênero an’am” mostra que os animais selvagens destes são mencionados no versículo.Porque animais de estimação não se caçam. Isso mostra que animais de caça como auroques, vacas selvagens, veados e cabras selvagens também estão incluídos no an’am.

[³] ovelha, cabra, gado e camelo. Al An’am 6/143-144.

[⁴] Estes são os animais nos seus estados são descritos no terceiro versículo deste surah.


[⁵] Embora a caça em terra seja ilícita, também é ilícita comer animais terrestres caçados por outra pessoa, mas a caça marítima é lícita (Al Maidah 5 / 95-96).

¹Ó vós que credes! Sede fiéis aos compromissos. É-vos lícito o animal dos rebanhos², exceto o que se recita³ para vós, e não torneis lícita a caça, enquanto estais hurum⁴. Por certo, Allah decide o que deseja. 
 (Dr. Helmi Nasr, 2015)

[¹] Al Ma idah: a mesa ou o alimento, nela colocado. Esta palavra pode ligar-se a duas origens: a) ao verbo mãda, movimentar-se. já que a mesa, primitivamente, se movimentava sob o peso de alimentos, ou b) ao verbo madahu, dar algo a alguém, da mesma forma que a mesa oferece alimento ao comensal. Denomina-se, assim, esta sura, pela menção dessa palavra, no versículo 112, onde se alude, pela primeira vez, no Alcorão, à mesa provida, solicitada pelos discípulos de Jesus a Deus. Nota-se, aliás, que o Alcorão é o único dos livros divinos que relata a história de al ma idah. São dois os escopos essenciais desta sura: a) incitar os crentes a cumprirem seus pactos, tanto com Deus quanto com o próximo, e b) recriminar os seguidores do Livro, por haverem rompido sua aliança com Deus. Além disso, relembra que os judeus alteraram as palavras da Tora e que os cristãos renegaram a verdadeira Fé, ao afirmarem ser jesus Cristo filho de Deus. Faz alusão a Caim e Abel, para poder demonstrar o traço de agressividade existente na natureza humana. Esta sura é categórica na execução do homicídio, do roubo, do assalto violento e na proibição do álcool, dos jogos de azar, etc.. Faz, ainda, referência às normas testamentárias, caso ocorra morte de alguém que esteja em viagem, e relembra, finalmente, os milagres de Jesus, sem deixar de expressar o repúdio pelos que o tomaram, também, por Deus, adorando-o.
[²] Trata-se dos camelos, vacuns e ovinos. 
[³] Cf. II 173 n1. 
[⁴] Hurum; plural de harãm, que equivale a muhrim, ambos adjetivos relacionados ao peregrino em estado de devoção e purificação e que, chegando, em peregrinação, ao território sagrado de Makkah, deve obedecer a certas proibições, tais como: o uso de trajes com costura, uma vez que só lhe é permitido cobrir-se com dois panos (toalha, lençol, etc.), um para a parte superior e outro para a parte inferior do corpo; o corte do cabelo, o barbear-se, a caça. Todas estas práticas, somente lhe serão permitidas, após o término de todos os ritos da Peregrinação. 
Ó fiéis, cumpri com as vossas obrigações¹. Foi-vos permitido alimentar-vos de reses, exceto o que vos é anunciado agora; está-vos vedada a caça, sempre que estiverdes consagrados à peregrinação. Sabei que Deus ordena o que Lhe apraz.
 (Prof. Samir El Hayek, 1974)

[¹] Esta disposição tem sido justamente admirada por sua concisão e compreensibilidade. Obrigações: ucud; a palavra árabe implica em tantas coisas, que um capítulo inteiro de comentários poderia ser escrito sobre ela. Primeiramente, há as obrigações divinas, que advêm da nossa natureza espiritual e da nossa relação com Deus. Na nossa própria vida humana e material, nós nos incumbimos de obrigações mútuas, expressas ou implícitas. Temos obrigações comerciais ou sociais; obrigações matrimoniais, obrigações para com o nosso Estado; obrigações tácitas: vivendo numa sociedade civil, devemos respeitas as suas convenções tácitas, a menos que elas sejam moralmente erradas, sendo que, nesse caso, devemos retirar-nos de tal sociedade. Há obrigações tácitas nas relações hospedeiro/hóspede, viajante/acompanhante, empregador/empregado, etc., das quais todo homem de fé deve desincumbir-se conscientemente. O homem que abandona aqueles que dele necessitam, e se retira para o deserto para orar, é um covarde que negligencia as suas obrigações. Todas essas obrigações estão relacionadas entre elas.
Ó vós que credes, honrai vossos compromissos. É-vos lícita a carne dos animais, exceto a que aqui vos é especificamente proibida. É-vos vedada a caça quando estiverdes em peregrinação. Deus determina o que Lhe apraz.
(Mansour Challita, 1970)
Oh vós que credes! Cumpri os vossos convênios. São-vos tornados lícitos quadrúpedes da classe de gado, além dos que vos estão sendo anunciados, exceto que não devereis considerar a caça como lícita durante o tempo que estiverdes em estado de peregrinação; na verdade Allah decreta o que Ele quer.
 (Iqbal Najam, 1988)
5- Sura Al Ma'idah

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