Al Kahf 18-94
Eles disseram: “Ó Zul-qamain! Os Gog eMagog (Povos) causam grandes danos na terra: deveriamos então te pagar tributo para que possas erguer uma barreira entre nós e eles?
Hamid Moghadam, 2024
Explicaram: «Ó Zhul-Qarnayn! Certamente Ya’juj e Ma’juj estão fazendo estragos na terra; porventura poderemos te pagar uma taxa, sob condição de levantares uma barreira entre nós e eles»?
Aminuddin Muhammad, 2023
Disseram: “Ó Zul Qarnain! Por certo, Ya’juj e Ma’juj ¹ estão semeando a corrupção na terra; então, poderíamos pagar-te um tributo para fazeres uma barreira, entre nós e eles?”
(Dr. Helmi Nasr, 2015)
¹ Gog e Magog, na transcrição portuguesa: duas tribos selvagens que habitavam atrás destas montanhas, e de onde saiam, periodicamente, para atacar os habitantes vizinhos.
Disseram-lhe: Ó Zul Carnain, Gog e Magog ¹ são devastadores na terra. Queres que te paguemos um tributo, para que levantes uma barreira entre nós e eles?
(Prof. Samir El Hayek, 1974)
¹ Quem era o povo de Gog e Magog? Esta pergunta está ligada à pergunta "Quem era Zul Carnain?" O que principalmente nos interessa, aqui, é a interpretação espiritual. O Conquistar havia, então, chegado a um povo diferente do dele, em fala e raça, mas não tão primitivo, porquanto era habilidoso em trabalhar metais, e podiam fazer blocos (ou tijolos) de ferro, derreter metais com foles ou assopradores, e trabalhar com chumbo derretido (versículo 96 desta Surata). Aparentemente, eles constituíam um povo pacífico e industrioso, sujeito, em muito, às incursões de tribos selvagens, que eram denominadas Gog e Magog. A proteção que eles queriam era o fechamento de uma garganta na montanha, através da qual as incursões eram feitas.
[Esse povo] disse[-lhe]: «Ó homem dos dois cornos! Na verdade, Gog e Magog andam a devastar estas terras. Pagar-te-emos um tributo na condição de levantares uma parede entre nós e eles!»
José Pedro Machado, 1979
¹ Ó homem dos dois cornos, ver v. 85. / Gog e Magog, denominação vaga das populações bárbaras da Ásia Central, cujas incursões, segundo as crenças muçulmanas, Alexandre Magno conteve com as barreiras de que se fala no v. 95. No livro do profeta Ezequiel (XXXVIII-XXXIX) e no Apocalipse de S. João (XX, 7-10), os nomes de Gog e de Magog aparecem atribuídos a pagãos que nunca foram identificados em definitivo, pois houve já quem julgasse tratar-se dos Citas. Encontrámo-los também na lenda de Alexandre Magno entre os povos ferozes e sanguinários contra os quais ele mandou construir, por ferreiros, uma muralha de bronze destinada a contê-los nos seus domínios e a impedi-los de incomodar o resto da Humanidade. Ver os vv. 93 e 96. A parede seria a fortificação que se estendia desde a costa ocidental do Cáspio até ao Ponto Euxino, edificada por Alexandre Magno e restaurada por Iezdegude II.
Disseram-lhe: “Ó Bicornudo, Yajuj e Majuj corrompem a terra. Se te pagarmos um tributo, levantarás uma barreira que nos separe deles?”
(Mansour Challita, 1970)
Eles disseram, “Oh Dhul Qamain, Gog e Magog estão a criar desordem na terra; poderemos nós, então, pagar-te tributo sob condição de que tu levantes uma barreira entre nós e eles?”
(Iqbal Najam, 1988)
قَالُوا يَا ذَا الْقَرْنَيْنِ اِنَّ يَأْجُوجَ وَمَأْجُوجَ مُفْسِدُونَ فِي الْاَرْضِ فَهَلْ نَجْعَلُ لَكَ خَرْجًا عَلٰٓى اَنْ تَجْعَلَ بَيْنَنَا وَبَيْنَهُمْ سَدًّا
Al Kahf 18/94
Alcorão 18-94
