Alcorão 16-103

An Nahl 16-103


Sabemos, de fato, que eles dizem: “É um homem que o ensina.” A língua daquele que eles maliciosamente apontam é notavelmente estrangeira, enquanto esta é o árabe, puro e claro.

Hamid Moghadam, 2024


E de facto, sabemos que eles dizem: «É apenas um homem que lhe ensina»; a língua daquele a quem se referem maliciosamente é A’jami, enquanto isto está numa língua Árabe bem clara.

Aminuddin Muhammad, 2023


E, com efeito, sabemos que eles dizem: “Apenas, um ser humano ¹ ensina-o.” Ora, a língua daquele ² a que aludem, é forânea, e este ³ é de língua árabe, clara.

(Dr. Helmi Nasr, 2015)

¹ Alusão a um servo instruído, de nome Ya ich, que, havendo abraçado o Islão, passou a recitar o Alcorão, continuamente. Dizem que o Profeta sempre o ouvia, quando por ele passava. (Al Zamakhchari, vol. 11, p.429. Cairo, 1938).

² Daquele: do servo instruído.

³ Este: o Alcorão.

Bem sabemos o que dizem: Foi um ser humano que lho ensinou (o Alcorão a Mohammad). Porém, o idioma daquele a quem eludem tê-lo ensinado é o persa, enquanto que a deste (Alcorão) é a elucidativa língua árabe. ¹

(Prof. Samir El Hayek, 1974)

¹ Os idólatras, bem como aqueles que eram hostis à revelação de Deus, no Islam, não podiam entender, como ainda hoje não entendem, como tais palavras maravilhosas pudessem cair na boca do Profeta. Mesmo o mais eloquente dos árabes não podia, como ainda hoje não pode, produzir algo com eloquência, a amplitude e a profundidade dos ensinamentos alcorânicos, como é evidenciado em todos os versículos do Livro.

Bem sabemos o que eles ¹ dizem: «É um mortal quem ensina este homem!» O idioma daquele em que pensam é bárbaro, ao passo que a Leitura está em árabe bem claro.

José Pedro Machado, 1979

¹ Eles, os infiéis, os idólatras. / A tradição indica alguns estrangeiros aos quais os adversários de Muhammad atribuíam, infundadamente, papéis de instrutores do Profeta. O homem que se julgava ter sido o principal a ensinar a Bíblia a Muhammad era, segundo uns, Jebre ar-Rumi, isto é, o grego, escravo de Amir, do Hadramaute; segundo outros, Muhammad era acusado pelos Árabes de se inspirar para as suas revelações em dois indivíduos, o citado Jebre e Iesar, ambos fabricantes de sabres em Meca, muito dados à leitura do Pentateuco e do Evangelho; para outros ainda, seria Salmane, o persa, homem muito devotado a Muhammad e aos seus.

Bem sabemos o que alegam: “Alguém está-lhe ditando o Alcorão.” Ora, esse alguém que supõem só fala uma língua estrangeira. E o Alcorão é versado num árabe castiço.

(Mansour Challita, 1970)


E na verdade Nós sabemos que eles dizem que é apenas um homem quem os ensina. Mas a língua daquele para quem eles injustamente se inclinam ao fazer esta insinuação é estrangeira, enquanto que esta é lingua árabe, simples e clara.

(Iqbal Najam, 1988)


وَلَقَدْ نَعْلَمُ اَنَّهُمْ يَقُولُونَ اِنَّمَا يُعَلِّمُهُ بَشَرٌۜ لِسَانُ الَّذ۪ي يُلْحِدُونَ اِلَيْهِ اَعْجَمِيٌّ وَهٰذَا لِسَانٌ عَرَبِيٌّ مُب۪ينٌ

An Nahl 16/103

Alcorão 16-103