Al Kahf 18-60
Eis que Moisés disse ao seu servo: “Não desistirei até chegar à junção dos dois mares, nem passarei anos e anos viajando.”
Hamid Moghadam, 2024
E quando Mussa disse ao seu jovem servente: «Não desistirei até que chegue à junção dos dois mares, ou que tenha de caminhar por muito tempo».
Aminuddin Muhammad, 2023
E lembra-lhes de quando Moisés disse a seu jovem servo ¹ “Não deixarei de andar, até atingir a junção dos dois mares ² ou passarei décadas andando!”
(Dr. Helmi Nasr, 2015)
[¹] Trata-se de Yucha Ibn Nun.
[²] Prevalece o parecer de que estes dois mares seriam o Mediterâneo e o Vermelho, e o local de encontro ficaria na região dos Lagos Amargos e Timsah. Outra opinião aponta o local no encontro do Golfo de Aqabah com o de Suez, no Mar Vermelho.
Moisés disse ¹ ao seu ajudante: Não descansarei até alcançar a confluência dos dois mares, ² ainda que para isso tenha de andar anos e anos.
(Prof. Samir El Hayek, 1974)
[¹] Este episódio da história de Moisés pretende ilustrar quatro tópicos:
(1) Moisés era versado na sabedoria dos egípcios. Mesmo assim essa sabedoria não englobava tudo, tal qual todo o acúmulo de sabedoria, hoje em dia, nas ciências, nas artes e na literatura 9se é que se pode supor que seja adquirido por um indivíduo), não inclui todo o conhecimento. O conhecimento divino, por outro lado, é ilimitado. Mesmo depois que Moisés recebeu a sua missão divina de mensageiro, o seu conhecimento não era tão perfeito que não precisasse receber outras adições;
(2) um constante esforço é necessário para mantermos o nosso conhecimento paralelo à marcha do tempo, e tal esforço é mostrado pelo que Moisés está fazendo;
(3) o misterioso homem que ele encontra (versículo 65 desta surata e respectiva nota), ao qual a tradição dá o nome de Khidr (literalmente, Verde), é o tipo daquele cujo conhecimento é sempre recente, renovado e florescente, sempre em contato com a vida que é realmente vivida, não meramente cristalizado em livros ou em dísticos de segunda mão. A segunda espécie de conhecimento possui o seu uso, sendo, contudo, apenas um degrau para a primeira espécie de conhecimento, a qual constitui o verdadeiro conhecimento, e provém diretamente de Deus (versículo 65 desta surata);
(4) há paradoxos na vida; a perda aparente pode constituir-se num verdadeiro ganho; a aparente crueldade pode constituir-se numa misericórdia real; retribuir o mal com o bem pode ser justiça, não generosidade (versículos 79-82 desta). A sabedoria de Deus transcende todos os cálculos humanos.
[²] A mais provável localização geográfica (se é que alguma é requerida numa história que constitui uma parábola) é aquela em que os dois braços do Mar Vermelho se encontraram, a saber, o Golfo de Ácaba e o Golfo de Suez. Eles formam a Península do Sinai, na qual Moisés e os israelitas passaram anos, vagueando. Há também autoridade para se interpretar os dois mares como sendo os dois grandes ramos do conhecimento, os quais encontrar-se-iam nas pessoas de Moisés e de Khidr.
Um dia Moisés disse ao seu servo: «Não deixarei [de andar] até que chegue à confluência dos dois mares, ou então caminharei durante mais de oitenta anos.»
José Pedro Machado, 1979
E quando Moisés disse a seu servo: “Não descansarei até alcançar o confluente dos dois mares, ainda que ande anos e anos.”
(Mansour Challita, 1970)
E quando Moisés disse ao seu servo, “Eu não desistirei enquanto não chegar à junção dos dois mares, mesmo que eu tenha de marchar por tempo indeterminado”.
(Iqbal Najam, 1988)
وَاِذْ قَالَ مُوسٰى لِفَتٰيهُ لَٓا اَبْرَحُ حَتّٰٓى اَبْلُغَ مَجْمَعَ الْبَحْرَيْنِ اَوْ اَمْضِيَ حُقُبًا
Al Kahf 18/60
Alcorão 18-60
