Islão e Alcorão
Al Baqarah 2/83

Al Baqarah 2/83

Al Baqarah 2/83

Uma vez, firmamos a aliança com os filhos de Israel; “Não adoreis senão a Deus; tratai com benevolência vossos pais e os parentes, os órfãos e os necessitados[¹]; dizei aos homens belas palavras, e cumpri a oração, e concedei o zakat.” Em seguida, exceto poucos de deles, voltaram as costas, dando de ombros[²].

وَاِذْ اَخَذْنَا م۪يثَاقَ بَن۪ٓي اِسْرَٓاء۪يلَ لَا تَعْبُدُونَ اِلَّا اللّٰهَ وَبِالْوَالِدَيْنِ اِحْسَانًا وَذِي الْقُرْبٰى وَالْيَتَامٰى وَالْمَسَاك۪ينِ وَقُولُوا لِلنَّاسِ حُسْنًا وَاَق۪يمُوا الصَّلٰوةَ وَاٰتُوا الزَّكٰوةَۜ ثُمَّ تَوَلَّيْتُمْ اِلَّا قَل۪يلًا مِنْكُمْ وَاَنْتُمْ مُعْرِضُونَ

Al Baqarah 2/83
[¹]  A palavra que traduzimos como “necessitados” é “masakin = مَسَاك۪ينِ” Sua raiz significa “tornar-se menos ativo ou imóvel após o movimento” (Mufradat, art. سكن). Isso significa que “miskin” é uma pessoa que costumava satisfazer suas próprias necessidades com seu próprio esforço, mas perdeu sua riqueza ou conveniência, tornando-se assim carente. O Profeta Muhammad (saw) disse: “Um miskin não é aquele que vá às pessoas que pedindo um bocado ou dois (de refeições) ou uma tâmara ou duas, mas um miskin é aquele que não é capaz de satisfazer suas necessidades, mas cuja condição é desconhecido para os outros, impedindo que outros lhe dessem algo em caridade. Ele não pede nada às pessoas” (Sahih al-Bukhari 1479; referência no livro: Livro 24, Hadice 81). Existe o seguinte versículo sobre pessoas cujo barco foi danificado: “Quanto à nau, pertencia ela a “mesakin”, que trabalhavam no mar. Então, desejei danificá-la, pois, adiante deles, havia um rei, que tomava, por usurpação, toda nau não danificada” (Al Cahf 18/79).  Eles permaneceriam desempregados e necessitados se o barco fosse usurpado pelo rei.

[²] Como a arte do iltifat na literatura árabe não existe na literatura portuguesa, ela é desconsiderada na tradução (veja as notas do versículo 2:49).


E lembra-lhes de quando firmamos a aliança com os filhos de Israel: “Não adorareis senão a Allah; e tende benevolência para com os pais e os parentes e os órfãos e os necessitados; e dizei aos homens belas palavras, e cumpri a oração[¹], e concedei az-zakāh[²]; em seguida, exceto poucos de vós, voltastes as costas, dando de ombros.

 (Dr. Helmi Nasr, 2015)

[¹] A oração, em árabe, as-salãh: na tradição islâmica, deve ser feita cinco vezes por dia: na aurora, ao meio-dia, à tarde, ao pôr-do-sol e à noite, a fim de que o homem, em contato constante com Deus, purifique sua alma. A oração pode ser feita em qualquer lugar, não necessariamente no templo, mesquita, devendo ser cumprida, obrigatoriamente, em qualquer circunstância: Estando-se no local em que se vive, ou em viagem, estando-se com saúde ou enfermo. O alvo da oração não se limita, apenas, à glorificação de Deus, com movimentos de reverência e prosternação, mas, fundamentalmente, à entrega da alma a Deus, à renovação da Fé e à obtenção de Sua misericórdia.

[²] Cf. II 43 n5.


E de quando exigimos o compromisso dos israelitas[¹], ordenando-lhes: Não adoreis senão a Deus; tratai com benevolência vossos pais e parentes, os órfãos e os necessitados; falai ao próximo com doçura; observai a oração e pagai o zakat. Porém, vós renegastes desdenhosamente, salvo um pequeno número entre vós.

 (Prof. Samir El Hayek, 1974)

[¹] Bem diferente da espécie de compromisso, sugerido no versículo 80, o verdadeiro compromisso versa sobre a lei moral, aqui desenvolvida. Essa lei moral é universal e, se a transgredirmos, privilégio algum aliviará o nosso castigo, ou nos auxiliará de alguma maneira (versículo 86). A frase “Falai ao próximo com doçura” não somente significa que os líderes devem externar cortesia no trato com as pessoas mais comuns, mas ainda protegê-las contra a exploração, o engodo ou o entorpecimento, com qualquer ardil que lhes empane a inteligência.


E quando recebemos a aliança dos filhos de Israel, dissemos-lhes: “Não adorareis senão Deus; vossos pais honrareis; os parentes e os órfãos e os necessitados tratareis com bondade, e a todos respondereis cordialmente; recitareis as preces e pagareis o tributo dos pobres.” Virastes as costas e afastastes-vos, com a exceção de uns poucos. 

(Mansour Challita, 1970)


E recordai o tempo em que Nós aceitamos um pacto dos filhos de Israel; ‘Nada mais vós adorareis que Allah e sereis bondosos para com pais e parentes e órfãos e os pobres, e falai bondosamente aos homens e observai a Oração, e —pagai o Zãkãt’;— então foste-vos embora com aversão, com exceção duns poucos de vós.

 (Iqbal Najam, 1988)

2- Sura Al Baqarah

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286

Most Viewed Posts