Islão e Alcorão
Al Baqarah 2/1

Al Baqarah 2/1

Al Baqarah 2/1

Alef, Lam, Mim.

الٓمٓ

Al Bácara – A Vaca 2/1

Esse tipo de letras são chamados de “Huroof Muqatta’at”, que são “letras pronunciadas separadamente”. Estes são os nomes de três letras árabes “Alif (ا) – Lam (ل) – Mim (م)”. Vinte e nove versos começam com letras separadas. Estes versos são exclamações destinadas a atrair a atenção do ouvinte para os próximos versos.

Na tradição tafsir, os versos foram avaliados em duas categorias: muhkam (significado é conhecido) e mutashabih (significado não é compreensível), e foi dito que Huroof Muqatta’at era um dos versos mutashabih e é por isso que o significado deles não pode ser conhecido. Nos versos seguintes nós avaliaremos esta classificação que não tem uma base científica. Dizer Huroof Muqatta’at são mutashabih quando o próximo verso dizendo “Não há nada nele para causar dúvida.” é absolutamente inconsistente. Além disso, o livro cujas muitas partes consistem em versos incompreensíveis, pode ser um livro de Allah? Portanto, a abordagem de que essas letras não têm sentido ou são incompreensíveis não tem base religiosa, histórica ou mental. O Alcorão foi mencionado após essas letras em vinte e cinco suratas dos vinte e nove suratas que começa com a Huroof Muqatta’at mostra que eles foram colocados a fim de ter atenção para o Alcorão.

Alif, Lām, Mīm
(Dr. Helmi Nasr, 2015)

[*] Al Baqarah: a vaca. A Sura da Vaca, a mais longa do Alcorão e também com seu mais extenso versículo (282), denomina-se, assim, pela menção, nos versículos 67-73, da imolação de uma vaca para expurgo de culpa, dentro da comunidade judaica, por época de Moisés. A sura inicia-se pela afirmação categórica de que o Alcorão é guia espiritual e moral dos que crêem em Deus, e pela confirmação de que a verdadeira fé deve integrar a crença na unicidade absoluta de Deus, a prática constante do bem e a crença na Ressurreição. Enumera as três categorias dos homens: crentes, idólatras e hipócritas e como reagem diante da Mensagem divina. Relata episódios relacionados aos filhos de Israel, fazendo-os atentar, constantemente, para as graças de Deus para com eles. Alude, ainda, ao Patriarca Abraão, com cujo filho, Ismael, construiu a Ka bah. E reiterativa na afirmação de que Deus é Único e torna patente Seus sinais como meio de repelir, peremptoriamente, a idolatria vigente, e amplamente disseminada na Península Arábica, tempos antes do advento do Islão. Encerra, nos constantes ensinamentos e preceitos, a base da boa conduta do moslim: estabelece a distinção entre o lícito e o ilícito; discorre sobre a virtude e ensina os critérios para o jejum e a peregrinação; legisla sobre as obrigações testamentais, o talião, o casamento e o divórcio; orienta sobre o aleitamento materno, sobre o registro de dívidas; exalta a caridade e abomina a usura. Ensina ao crente o lídimo caminho para a felicidade eterna e a pedir perdão pelas falhas, implorando a misericórdia e o socorro de Deus.

[**] Al Madinah: Medina, a Segunda cidade sagrada, no Mundo Islâmico, depois de Makkah, na qual se encontra a Mesquita do Profeta, onde Muhammad foi sepultado. Foi nessa cidade que se revelou esta sura.

[¹] Alif, Lām, Mīm: São três letras do alfabeto árabe, equivalentes, em português, às letras A, L, M. Vinte e nove são as suras do Alcorão que, como esta, se iniciam por letras, mas de modo variado. Há as iniciadas por uma só letra (L, LXVIII), por duas (XLIII), por quatro (VII), e até por cinco letras (XIX).E, por serem inúmeras as interpretações, apresentadas pela exegese alcorânica, na tentativa de elucidar- lhes o significado, salientamos, a seguir, apenas as mais plausíveis destas interpretações: as letras isoladas seriam caracteres místicos, cuja significação e valor permanecem desconhecidos, e que Deus revelou somente a Muhammad; ou seriam as letras iniciais de atributos divinos, já que, entre os numerosos atributos, não seria difícil selecionar alguns deles, que se iniciassem por estas letras; finalmente, seriam advertência para que os homens jamais olvidassem a onipotência de Deus em contraste com a impotência deles, quer dizer, não olvidassem que, assim como Deus de terra criou o homem, também de simples letras formou as palavras do Livro inimitável, que o homem árabe, apesar de sua proverbial eloqüência, jamais pôde reproduzir. Letras formou as palavras do Livro inimitável, que o homem árabe, apesar de sua proverbial eloqüência, jamais pôde reproduzir.
Alef, Lam, Mim
(Prof. Samir El Hayek, 1974)

[¹] São letras do alfabeto árabe. Deus iniciou com elas esta surata, para assinalar o mistério do Alcorão Sagrado, formado de letras idênticas àquelas com que os árabes formam os seus vocábulos, salientando com isso a incapacidade deles em produzir algo semelhante ao Alcorão. São também designativas de sinal de atenção, para que se ouça a recitação dos versículos.
Alef. Lam. Mim.
(Mansour Challita, 1970)
Alif lãm Mim[¹]
 (Iqbal Najam, 1988)

[¹]Eu sou Allah o Sábio
2- Sura Al Baqarah

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