At Taubah 9-29
Hamid Moghadam, 2024
Combatei aqueles que não creem em Deus nem no Último Dia, nem mantêm o que foi proibido por Deus e Seu Mensageiro, nem reconhecem a religião da Verdade, mesmo que sejam do Povo do Livro, até que paguem a Jizya com submissão voluntária e se sintam subjugados.
(Aminuddin Muhammad, 2023)
Dentre aqueles que foram dados o Livro, combatei os que não creem em Deus e no Último Dia, não consideram ilícito o que Deus e Seu Mensageiro proibiram e não praticam a religião da verdade, até que paguem o Jizyah com próprias mãos e se sintam completamente subjugados.
(Dr. Helmi Nasr, 2015)
Dentre aqueles ¹ aos quais fora concedido o Livro, combatei os que não crêem em Allah nem no Derradeiro Dia, e não proíbem o que Allah e Seu Mensageiro proibiram, e não professam a verdadeira religião; combatei-os até que paguem ai jizyah ² com as próprias mãos, enquanto humilhados.
¹ Aqueles: os judeus e os cristãos.
² Al Jizyah: taxa monetária paga pelos não-moslimes, que viviam em território moslim. Seu valor oscilava entre 12 e 48 dracmas por pessoa, e ela contribuía para o orçamento do país, e os protegia de qualquer agressão que fosse. Esta taxa se equiparava a az-zakãh e a outras obrigações, que os moslimes deviam prestar, obrigatoriamente. Al Jizyah era da competência, somente, dos judeus e dos cristãos, e não dos idólatras, e sua cobrança visava a impor a obediência às leis do território, onde residiam.
(Prof. Samir El Hayek, 1974)
Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya. ¹
¹ Jizya; o significado é compensação. O significado derivado, que se tornou um significado técnico, era uma capitação exigida daqueles que não aceitavam o Islam, mas que concordavam em viverem sob a sua proteção, estando, deste modo, tacitamente disposto a se submeterem aos ideais impostos pelo Estado Muçulmano, salvo apenas a sua liberdade pessoal de consciência, com relação a eles mesmos. Não havia uma quantia fixa para isso e, de qualquer modo, aquilo era simbólico — uma conscientização de que eles cuja religião era tolerada, por seu turno, não deveriam interferir com a pregação e o progresso do Islam. O Imam Chafi’i acha que a contribuição seria de um dinar por ano, que seria o dinar árabe de ouro, corrente nos Estados Muçulmanos. Ver a nota do versículo 75 da 3ª Surata. A taxa variada de quantia, havendo exceções para os pobres, para as mulheres e crianças (segundo Abu Hanifa), para os escravos, e para os monges ermitões; constituindo-se de uma taxa sobre pessoas fisicamente capazes e em idade para o serviço militar, aquilo seria, de certo modo, uma comutação para este serviço.
José Pedro Machado, 1979
Matai os que não crêem em Deus, nem no Dia derradeiro, que não consideram proibido o que Deus e o Seu Profeta proibiram e aqueles de entre os homens do Livro que não professam a crença da verdade, até que paguem o tributo, todos sem excepção, e fiquem humilhados. ¹
¹ Ver II, 59 (Alcorão 2-59); v, 76-77; XXII, 17 (Alcorão 12-17). / Segundo Montet, este versículo é de interpretação difícil. Se o texto fosse seguro, significaria que os idólatras e os do Livro, isto é, os Judeus e os Cristãos, infiéis às suas próprias religiões, devem ser mortos. Quanto aos do Livro fiéis à sua religião, devem ser submetidos à capitação e por isso colocados em estado de inferioridade. Mas será esse o sentido do versículo? Se se trata de Judeus e de Cristãos, este versículo está em contradição com as declarações muito nítidas e muito positivas de Muhammad (v, 73 e 85) que são muito favoráveis não só a Judeus e aos Cristãos, mas também aos Sabeus. Mas «os que receberam o Livro» neste passo são os Judeus e os Cristãos? Tratar-se-á, como por vezes se pensa, em adoradores do fogo, que também possuíam livros religiosos (o Zende Avesta) e que se designavam com o nome de Magos no tempo de Muhammad? Ver XXII, 17. Este passo da sura IX é muito embaraçante», E. Montet, Le Coran, I, p. 246.
(Mansour Challita, 1970)
Dos adeptos do Livro, combatei os que não crêem em Deus nem no último dia e não proíbem o que Deus e Seu Mensageiro proibiram e não seguem a verdadeira religião — até que paguem, humilhados, o tributo.
(Iqbal Najam, 1988)
Combatei aqueles dentre o poyo do Livro que não creem em Allah, nem no Último Dia, nem consideram como ilegítimo o que Allah e o Seu Mensageiro declararam ser ilegítimo, nem seguem a verdadeira religião, até que eles paguem a taxa com a sua própria mão e reconheçam o seu estado sujeição.
Alcorão 9-29
قَاتِلُوا الَّذ۪ينَ لَا يُؤْمِنُونَ بِاللّٰهِ وَلَا بِالْيَوْمِ الْاٰخِرِ وَلَا يُحَرِّمُونَ مَا حَرَّمَ اللّٰهُ وَرَسُولُهُ وَلَا يَد۪ينُونَ د۪ينَ الْحَقِّ مِنَ الَّذ۪ينَ اُو۫تُوا الْكِتَابَ حَتّٰى يُعْطُوا الْجِزْيَةَ عَنْ يَدٍ وَهُمْ صَاغِرُونَ۟
Alcorão 9-29
