Alcorão 2-142

Al Baqarah 2-142


Fundação Suleymaniye

Os insensatos ¹ dentre os homens (judeus) dirão: “O que os fez afastar sua direção quiblah, para a qual estavam virados?” Diz: “É de Deus o Levante e o Poente. Ele orienta ² a quem faz a preferência certa para um caminho reto.”

¹ As-sufahâ que traduzimos como insensatos é descrito como uma característica dos hipócritas no Alcorão 2-13. Como Alcorão 2-75Alcorão 2-76 afirmou que alguns judeus assumiram um papel de hipocrisia para distorcer os versículos do Alcorão, depois de os entenderem, a palavra “As-sufahâ” indica que as pessoas que são perturbadas pela mudança de Qibla são hipócritas judaicas.

² O verbo sháa (شاء) deriva do infinitivo shay (شيء), que significa “fazer algo”. Quando Deus faz algo, Ele o traz à existência; quando uma pessoa faz algo, ela se esforça (Mufradât). Deus cria tudo segundo uma medida (Alcorão 54-49, Alcorão 13-8). Ele divide as coisas relacionadas às provações em boas e más (Alcorão 21-35). Allah quer que todos estejam no caminho certo (Alcorão 4-26), mas Ele só considera aqueles que fazem o bem como estando no caminho certo (Alcorão 24-46). Ele também inspira o indivíduo a discernir se o que está fazendo é certo ou errado. Portanto, o coração daquele que age corretamente está em paz, e o coração daquele que age incorretamente está perturbado (Alcorão 91-7>10). Assim, se o sujeito do verbo sháa (شاء) for Allah, significa “Ele fez ou criou o que era necessário”, e se for uma pessoa, significa “Ele fez o que era necessário”. Se Allah não tivesse dado às pessoas a liberdade de agir de acordo com suas escolhas, ninguém poderia fazer nada de errado, e não haveria provação (Alcorão 16-93). Aqueles que querem estabelecer uma compreensão falsa do destino como um princípio fundamental do Islã cometeram uma grande distorção ao atribuir ao verbo “sháa” (شاء) o significado de vontade, isto é, querer e desejar; eles até incluíram isso em comentários e dicionários, corrompendo assim o significado de muitos versículos.


Hamid Moghadam, 2024

Os tolos dentre o povo dirão: “O que os fez desviar da Qibla a que estavam acostumados?” Dize: A Deus pertencem tanto o Oriente como o Ocidente; Ele guia quem Lhe apraz por um Caminho reto.


Aminuddin Muhammad, 2023

Logo, os insensatos dentre as pessoas dirão: «O que os afastou do seu Quiblah, aquele para o qual estavam»? Diz: «A Deus pertence o Oriente e o Ocidente. guia a quem quer para o caminho reto».


 Dr. Helmi Nasr, 2015

Os insensatos, entre os homens, dirão: “O que os fez voltar as costas a sua direção Quiblah para a qual estavam virados?” Dize, Muhammad: “É de Allah o Levante e o Poente. Ele guia a quem quer a uma senda reta.”


 Prof. Samir El Hayek, 1974

Os néscios dentre os humanos perguntarão: Que foi que os desviou de sua tradicional quibla? ² Dize-lhes: Só a Deus pertencem o levante e o poente. Ele encaminhará à senda reta a quem Lhe apraz.

[¹] Quibla quer dizer a direção, ou seja, o locam para o qual os muçulmanos voltam os rostos ao orarem. O Islam imprime grande importância à oração em congregação, dando destaque à nossa fraternidade universal e cooperação mútua. Para que a oração seja devidamente efetuada, a ordem, a pontualidade, a precisão, a postura simbólica e a direção comum são essenciais, resultando que o Imam e toda a sua congregação possam olhar numa única direção e dirigir as suas súplicas a Deus. Nos primórdios, antes de sua organização como povo, os muçulmanos seguiam como símbolo de sua quibla a cidade sagrada de Jerusalém, sagrada tanto para os judeus como para os cristãos, os Adeptos do Livro. Isto simbolizava o seu devotamento às Revelações de Deus. Ao serem desprezados e perseguidos, retiraram-se de Makka e alcançaram Madina. Mohammad, sob inspiração Divina, principiou a organizar seu povo como nação, povo independente, com leis e rituais próprios. Naquela altura a Caaba foi estabelecida como quibla, que voltou assim ao centro primitivo ao qual o nome de Abraão estava ligado, e tradicionalmente, também, o nome de Adão. Jerusalém permaneceu (e permanece) sagrada aos olhos do Islam, devido ao seu passado; mas como o Islam é uma religião progressista, seu novo simbolismo possibilitou-lhe desvencilhar-se das tradições de um passado remotíssimo, e insinuar-se por uma era de liberdade irreprimida, dileta ao espírito da Arábia. A mudança teve lugar cerca de 16 meses e meio depois da Hégira. A quibla de Jerusalém, por si só, deveria Ter parecido igualmente estranha, mormente depois que se haviam acostumado à outra. Em verdade, uma direção ou outra, a Leste ou a Oeste, não importaria, uma vez que Deus está em todos os locais, e independe de tempo e lugar. O que importava era o senso de disciplina, ao qual o Islam imputa grande destaque.

José Pedro Machado, 1979

Aqueles dos homens que são insensatos perguntarão: «Quem os desviou da quibla por que se orientavam?» Responde-lhes: «O Oriente e o Ocidente pertencem ao Senhor, Que conduz pelo caminho direito quem entende.»


Mansour Challita, 1970

Os insensatos perguntarão: “Quem lhes mudou a quibla, a direção na qual se orientavam para rezar? ” Respı nde: “A Deus pertencem o Levante e o Poente. Ele guia a quem quiser na senda da retidão?’


B. L. Garnier, 1882

Os insensatos entre os homens perguntarão: Quem é que os desviou da sua Kebla, d’aquella que primeiro tinham adoptado? Responde-lhes: O eriente e o occidente pertencem ao Senhor elle conduz os os que quer pelo caminho direito.


 Iqbal Najam, 1988

Os tolos dentre o povo dirão: ‘O que é que os fez afastar do seu Qibla ao qual eles seguiam?’ Dizei: ‘A Allah pertence o Oriente e o Ocidente. Ele guia quem a Ele apraz para o caminho direito.’


Alcorão 2-142

سَيَقُولُ السُّفَهَٓاءُ مِنَ النَّاسِ مَا وَلّٰيهُمْ عَنْ قِبْلَتِهِمُ الَّت۪ي كَانُوا عَلَيْهَاۜ قُلْ لِلّٰهِ الْمَشْرِقُ وَالْمَغْرِبُۜ يَهْد۪ي مَنْ يَشَٓاءُ اِلٰى صِرَاطٍ مُسْتَق۪يمٍ

Al Baqarah 2/142